Archive for Maio, 2008

Coisas do Brasil

Falha nossa.
Hoje é o dia da blogagem coletiva proposta pela Andrea Motta com o tema Coisas do Brasil, e eu confundi as datas, achei que seria dia 19 de maio.
Perdao Andrea.
Para me retratar, estarei copiando o post que a Andrea fez.

A idéia da blogagem nasceu a partir da percepção de que , no exterior, a imagem do Brasil é quase uma caricatura: carnaval, mulheres seminuas, futebol, praia, mais mulheres seminuas, povo sem educação, mais mulheres seminuas e uma cultura quase parada no tempo. Não podemos esquecer do episódio de Os Simpsons que mostrava o Rio de Janeiro como um lugar por onde circulam até jacarés pelas praias. Meu pai trabalha em um hotel e ,dia a dia, traz o relato de algum turista que ali chega com uma visão equivocada da mulher brasileira, principalmente da mulher negra. Falta a essa gente descobrir que este país é gigante em extensão territorial e em diversidade cultural.

Pensando nestas questões, imaginei uma coletiva em que o tema fosse o Brasil, mas de um modo diferente: cada blogueiro deveria falar sobre a sua cidade, aquela onde nasceu, mora ou trabalha. Lancei o desafio, também, para aqueles brasileiros que estão fora do Brasil já há algum tempo; como será que eles vêem o país hoje e as cidades onde nasceram? Por que eles foram embora? Será que de seus artigos nascerão novas canções do exílio? Talvez alguém me chame de romântica…E daí? Não foram os poetas românticos que cantaram o país? É verdade que exageraram no ufanismo, mas eu não chego a tanto.

Já que a proposta era cada um falar de sua cidade, logicamente eu devo falar sobre o Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu-me outra dúvida: o que falar desta cidade. Nasci aqui, nunca morei em outro lugar, visitei poucos lugares, e agora? Eu poderia recomendar uns belos pontos turísticos, etc , etc…A imagem do Rio anda tão ruim… ” A imagem do Rio anda ruim????? Ai meu Deus, achei meu artigo!” Com esta imagem do Rio na cabeça, sentei-me diante do computador e pus mãos à obra: elaborei um questionário de 12 itens e o enviei a alguns leitores do blog, mas obtive resposta de apenas dois deles. Estes foram selecionados seguindo dois critérios: não poderiam ser editores de blog (porque havia a chance de desejarem publicar seus próprios textos) e deveriam morar em estados diferentes. Elaborei dois questionários: um para o rapaz do Rio de Janeiro e um para o de São Paulo. As perguntas eram bem semelhantes; a diferença consistia em o carioca dizer qual imagem ele imagina ter o turista a respeito da cidade e o outro ter de responder a mesma pergunta sob o ponto de vista de quem nunca esteve aqui. Meus entrevistados foram o Luiz (SP) e o José Henrique (RJ) .

Luiz, 41 anos, é aposentado, mora na cidade de São Manuel, no interior de São Paulo. Ele sugere que o turista visite o museu local, pois ali está a história da cidade. Luiz conhece as cidades de Campos do Jordão, Ubatuba e Aparecida do Norte, onde esteve a passeio, e sobre as quais fez uma breve pesquisa a fim de saber quais os pontos turísticos e o que essas cidades tinham a lhe oferecer. Luiz diz só ter uma queixa sobre esses lugares: sentiu falta de um lugar pra fazer a refeição com a família, mas não disse o motivo. Ele nunca esteve no Rio, mas apesar das más notícias que lhe chegam sobre assaltos e seqüestros , sente vontade de vir até aqui conhecer o Pão de Açúcar e Copacabana.

José Henrique, 25 anos, é militar. Nasceu no Rio de Janeiro e nunca morou em outra cidade. Henrique diz que seu passeio favorito é ir às praias, foi ao Maracanã algumas vezes e “indicaria os pontos turísticos mais famosos porque são realmente interessantes, algumas casas de show, museus, teatros e outras coisas que pudessem dar uma idéia real da cultura da cidade”. Apesar de nunca ter morado em outro lugar, o rapaz é viajado: já esteve na Bahia duas vezes, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco; estados que visitou a passeio e a trabalho. José Henrique não chegou a pesquisar sobre os locais antes de sua viagem, mas disse ter sido alertado sobre prostituição infantil no Ceará e os assaltos na Bahia. Sobre os locais visitados, ele diz: “Quando fui a Minas Gerais era muito pequeno, por isso não lembro nada de lá. Na Bahia, gostei mais da cultura musical e da hospitalidade do povo, me espantou o vandalismo e a quantidade de assaltos a qualquer hora nos pontos turísticos(principalmente no Pelourinho). Em Santos, gostei da beleza da cidade, mas detestei o descaso do povo com as pessoas, principalmente com os cariocas. Em Espírito Santo gostei da tranqüilidade do local(cada vez mais extinta, visto que vivi lá no ano de 2001 e de lá pra cá as coisas mudaram bastante). Fiquei pouco tempo em Maceió, não deu pra conhecer quase nada. Em Pernambuco e Ceará, gostei das tradições, comidas, praias, da beleza feminina e da receptividade do povo, mas não gostei da prostituição infantil de ambas, que infelizmente é um comércio estável e bastante procurado por turistas .” Sobre a imagem do Rio de Janeiro, ele diz acreditar que as notícias sobre a cidade sejam sempre sobre prostituição, carnaval, violência, corrupção e dengue.

Concordo com os leitores entrevistados para a elaboração deste artigo: o Rio tem má fama! A imagem vendida por aí é de dengue, bala perdida, assalto, seqüestro, população de rua, prostituição, congestionamento, enchente. Há que se considerar, no entanto, que temos todos os problemas encontrados nas grandes cidades do país, com a diferença que tudo aqui aparece na imprensa. Eu, no entanto, tenho outra visão da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (sim, é este o nome), fundada em 1 de março de 1565, por Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral do Brasil, Mém de Sá.

Durante algum tempo,a cidade foi governada do alto do Morro do Castelo, que nem existe mais. A idéia era observar melhor a Baía de Guanabara e proteger o local das invasões. O morro foi destruído e cedeu lugar a um projeto de urbanização elaborado pelo prefeito Carlos Sampaio, em 1922. Anos depois, Pereira Passos, seguindo a linha administrativa de seu antecessor, seguiu-lhe o exemplo pondo abaixo outros dois morros onde hoje está a Avenida Rio Branco, o centro financeiro da cidade; nesta empreitada, muitas igrejas e casas desapareceram.

Com a chegada da Família Real Portuguesa,em 1808, o Rio de Janeiro ganhou status de Corte e recebeu melhorias significativas: a biblioteca da Família Real deu origem à Biblioteca Nacional do Brasil, na praça onde , hoje estão também o Theatro Municipal do Rio de Janeiro (sim, assim mesmo com th, como na época de sua inauguração) , o Museu Nacional de BelasArtes; a Imprensa Régia;o Banco do Brasil.

Com o advento da República, o Rio de Janeiro virou capital federal , com sede no Palácio do Catete; de 1897 a 1960 passaram por ali 16 presidentes: de Deodoro da Fonseca a Juscelino Kubitschek, que saiu dali para governar o país em Brasília.

Foi pelo Rio de Janeiro que gêneros musicais como o choro e a Bossa Nova invadiram o país; foi no Rio também que importantes movimentos estudantis tomaram fôlego, desde 1964 até a cassação do presidente Collor de Mello. Foi na Cinelândia ( que tem este nome por ter , na década de 50, uma grande concentração de cinemas) que grandes manifestações populares em prol da democracia aconteceram.

Costumo dizer, ainda, que esta cidade é uma torre de Babel cultural; quem anda pelas ruas do Centro encontra ali a diversidade de povos que ajudaram a construir a história do município: arábes, italianos, chineses, japoneses, portugueses, nordestinos, nortistas. No bairro de São Cristóvão, existe o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, por ter sido erguido no lugar onde antes havia uma feira popular, em que se podia apreciar a música e a culinária do Nordeste. Esta feira funciona no bairro desde 1945 e teve início com a chegada de migrantes do Norte e do Nordeste. No Centro da Cidade, o endereço da Torre de Babel é a Saara, um centro comercial que se estabeleceu a partir do trabalho de imigrantes árabes, na maioria, como sugere o nome. Existe desde 1962 e é o maior centro comercial popular da cidade.

Lembro-me de que, quando pequena, meu pai me levava para passear pelos museus da cidade; o que me fez crescer vendo o Rio como um grande polo de cultura. Nos finais de semana, saíamos para brincar no Aterro do Flamengo, onde está o Museu de Arte Moderna; domingo, Museu de Belas Artes, enfim, tudo o que na cidade fosse fonte de cultura. Aprendi a ver e andar pelo Rio assim: uma cidade cheia de contradições como toda grande cidade, mas o importante é aprender a olhar o que cada uma tem de enriquecedor!

Mais uma vez perdao Andrea, eu realmente estou com a cabeça um tanto em desordem.
Beijos

Meire

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Too technical for women

Algumas vezes os homens teem razao quando dizem que mulheres e tecnologia sao dois mundos diferentes… mas, algumas vezes, hehe… tipo estas:

Telefone? Nao microfone!

Moedor de pimentas? Nao, microfone!

Video de como usar o self service no posto de gasolina.

Clarita sempre com coisinhas interessantes para nos divertir.

Meire

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Melhorando

Estou aqui sentada ja’ faz um bom tempo e nao sei o que escrever.
Da saude estamos melhor, mas ainda nao estamos 100%. Jah fazia muito tempo que nao pegava uma gripe tao violenta, perdemos olfato, paladar e mais alguma coisa. Em consequencia vem o desanimo, nao tenho visitado ninguem, quando me conecto fico parada olhando para a tela, preciso sair desta nhaca antes do dia 28.

Mudei o template novamente, aquele apesar de lindinho dava conflito em alguns monitores, entao melhor trocar, espero que este nao de defeito.

Enquanto dodoi ganhei um presente do marido, mesmo dodoi ele presenteou-me com um Eee PC para facilitar minha vida de internauta nos 3 meses que estarei fora. Leve, pesa apenas 900g, comodo de transportar, discreto, do tamanho de uma agenda, silencioso, e muito barato.

Tambem recebi um cartao lindo de Paraty do Zeca, amei, parece Veneza. E recebi alguns outros do Postcrossing, um projeto muito legal, que conheci atraves da Gioconda, que permitr a qualquer pessoa receber postais de todo o mundo, gratuitamente. Ou quase. A regra base eh: se enviar um postal, iras receber um de volta, de um outro postcrosser algures no mundo. Recomendo!

E’ isso, tentarei visita-los.

Um beijo,

Meire

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Saindo do Tunel

Tudo começou com uma forte gripe, seguida de bronquite, e, num efeito domino’, derrubou primeiro a mim e em seguida ao Marcello. A casa virou uma enfermaria, sem enfermeiros.

Mas uma vez o amor venceu, sozinhos, segurando um na mao do outro, e ao mesmo tempo na mao de Deus, estamos saindo do tunel.

Agradeço a todos que sentiram minha falta e se preocuparam comigo. Estou voltando.

Um beijo

Meire

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