A banca do distinto
Alguns posts atras, falei sobre Manias. De algumas minhas e tambem citei uma cançao com o mesmo nome….e como uma coisa puxa outra, falar de manias me fez recordar de Dolores Duran, e falar dela e desta cançao me fez recordar outra e o por que ela foi escrita.
Entao fui ao super gooooooooooooooooogle, pesquisei e encontrei AQUI a perola que transcrevo abaixo. Jah sabia do caso, mas precisava dar uma clareada da memoria.
Hoje fala-se muito de preconceito, mas na epoca abaixo, tinha-se que engolir muito mais sapos. O caso eh veridico e virou cançao. Depois de ler, se quiser ouvir a melodia, deixei no final um link do Radio Terra.
Leiam:
Conta o Billy Blanco que por volta de meados dos anos 50, no auge do Beco das Garrafas em Copacabana, Dolores Duran cantava numa daquelas boates…Tinha um cara que sempre ia aos shows da Dolores porque gostava muito da voz dela, porém odiava negro ou afro-descendente - que era o caso da Dolores Duran -. O cara ia ao show toda noite, sentava-se na primeira fileira de mesas, mas sempre de costas para o palco. Não dirigia um única palavra a ela porque não falava com negros. Sequer a olhava! Quando queria pedir uma música, dirigia-se ao garçon - Alberico Campana, hoje dono da Plataforma no Rio de Janeiro - e dizia, acenando com um bilhetinho na mão: “Manda a neguinha cantar essa música aqui!”
Todo final da noite, pelo fato de ser solteiro, o tal sujeito sempre comprava o jantar e levava para casa, como não carregava embrulhos - que segundo ele era serviço de negro - pedia ao garçon que levasse até o seu automóvel.
Dolores, profissonal e pacientemente atendia os pedidos do “animal”. Nessa época, ela e Billy Blanco - segundo ele - mantinham um “affair”.
Um dia, muito aborrecida com a grossura do sujeitinho, Dolores contou a história ao Billy que, imediatamente compôs o samba “A BANCA DO DISTINTO”“Não fala com pobre
Não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Prá quê tanta pose, doutor
Prá quê esse orgulho
A bruxa que é cega
Que carrega a gente
E a vida estanca
O infarto lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim
Põe o homem no alto
E retira a escada
Mas fica por perto
Esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde
Ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro
Maior é o tombo do côco
Afinal, tomo mundo é igual
Quando o tombo termina
Com terra por cima
E na horizontal”
E aí…, na noite seguinte a Dolores cantou o samba prá ele…
Fico pensando que, uma mensagem dessa tem mais força que mil discursos.
Ouça a “Banca do Distinto” na voz de Eliz Regina
“A vaidade é assim, põe o homem no alto e retira a escada mas fica por perto
esperando sentada, mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão”





















A mensagem e realmente muito forte. Legal te-la postado aqui.
Um otimo finald e semana a vc.
Beijão!
Esse negocio de preconceito eh ridiculo..
belo post.
bjs
Li o post dos perfumes, gosto de muitos mas sou apaixonada pelo Obsession (Calvin Klein).
Baci!
Adorei sua visita!
Ótimo sabado!
Até +
Adorei o post e tb fico contente em saber q vc está bem!
Beijao e bom domingo!
Acho que as coisas estão voltando a normalidade lá no Brasil e minha maninha está pondo juizo na cabecinha..rsrsrsrs.
Te adoro!
Saudades,
Pris
Sobre o fato com a Dolores Duran…my God!!Tem gent epra tudo nesse mundo,né?E ainda bem que há muita gente inteligente pra responder a altura!!Valeu demais!
Acabei de ver as fotos do seu aniversario, sao lindas!
Voce numa elegancia!!!!
beijos
Claudia
Quem canta a música que eu disse lá no blog é o Luis Represas, a música é muito lindinha, depois me diz o que achou.
Beijinhos
Ficou lindo! PARABENS!!