Segunda feira assiste “O Pianista” na tv.

Apesar de muitos tentarem esquecer, na realidade é preciso sempre recordar, por que tudo isso existiu, e quiça quantos “pianistas” passaram por este horror?

Vejo na tv varios depoimentos de sobreviventes, e sempre me choca. Sao pessoas que por vergonha calaram-se por anos e anos.

“Não pude resistir à visão de um povo que era marcado como animais… Não pude resistir ao ver crianças assassinadas. Creio que esse foi o motivo. Não creio que tenha sido um herói”
Giorgio Perlasca

27 de Janeiro, Dia da Memória em numerosos países ocidentais, evocar-se-á a Shoah (Catástrofe em hebraico): chefes de Estado, ministros e outras entidades oficiais farão declarações sonantes, os sobreviventes (os poucos que ainda restam) falarão do seu sofrimento, todos jurarão “Nunca mais!”. Com certeza em Auschwitz, terá cerimonias evocativa com a presença dos mais altos representantes oficiais de inúmeros países.

Recomendo o testo abaixo, que peguei no site http://shalom-israel.tripod.com/rac/id7.html, onde falam dos diplomatas que colocaram suas vidas em risco, afim de salvar vidas.

No final do texto, tem a historia de GIORGIO PERLASCA O Schindler italiano.

O tema eh triste, mas nao pode cair no esquecimento.

Diplomatas que salvaram vidas 

Os nazistas dependeram do apoio de milhões de pessoas para assassinar milhões de judeus. Dos poucos judeus que sobreviveram ao Holocausto, alguns lograram principalmente graças a sua própria iniciativa e seus próprios recursos. Entretanto, outros foram ajudados por pessoas boas - amigos, vizinhos e pessoas absolutamente estranhas.
Muitas pessoas fizeram vista grossa e não fizeram nada para ajudar, o que e pior, tomaram mais difícil para os inocentes a possibilidade de sobreviver. Os diplomatas gozavam de um status especial nos países em que serviam e se encontravam numa posição única para oferecer uma significativa ajuda aos refugiados. Muitos atenderam a todos os pontos das regulamentações de seus governos para impedir que os judeus entrassem em seus países. Não obstante, uns poucos brilharam como um farol na imensa escuridão, faróis solitários que guiaram os refugiados, ajudando-os a passar as rochas mortais e os campos minados do Holocausto.
As pessoas a quem rendemos esta homenagem nesta exibição resgataram dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria judeus. Esta é uma extraordinária oportunidade para tomar públicas as Histórias destas pessoas altruístas que verdadeiramente iluminaram como um farol.
O resgate de judeus é uma história dramática e importante no Holocausto, que revela muito acercas das limitações e das possibilidades dos seres humanos em sua determinação de atuar. Não obstante, é marginal. Marginal porque a maioria dos Judeus da Europa não foram resgatados - foram assassinados. Marginal porque se investiu muito mais atenção, esforços e recursos para assassiná-los que para salvá-los. E margina] pelo momento em que ocorreu.
O resgate de números significativos de judeus foi possível somente durante duas breves oportunidades que existiram durante o período do holocausto desde o começo, antes da ocupação assassina se fizesse asfixiante, e ao final, quando começou a debilitar-se.
O Parlamento de Israel autorizou o Yad Vashem a perpetuar os Justos entre as Nações que arriscaram suas vidas para salvar judeus. Até esta data já foram reconhecidos cerca de 16000, dentre estes, 20 eram diplomatas, que tiveram ações decisivas para salvar dezenas de milhares de judeu.
GIORGIO PERLASCA
O Schindler italiano

Giorgio Perlasca foi um fascista italiano que se tornou voluntário para lutar junto a Franco na Guerra Civil Espanhola, e inclusive, deu a seu filho o nome do ditador espanhol. No cargo de diplomata espanhol em Budapeste, resgatou milhares de judeus durante o Holocausto.

Depois de 1943, os italianos da Hungria não foram considerados aliados amistosos, e Perlasca foi preso. Escapou e, fazendo uso de suas relações pessoais na missão espanhola, encontrou emprego. Trocou seu nome de batismo para Jorge, e obteve credenciais diplomáticas.

Com a aproximação do exército, o Embaixador espanhol abandonou Budapeste e Perlasca aproveitou a oportunidade para falsificar passes protetores espanhóis adicionais e estabelecer várias casas de proteção. Permaneceu no posto até a chegada do Exército Soviético preocupando-se em proteger judeus. Então, queimou seus documentos espanhóis e voltou a ser um homem de negócios italiano.

Perlasca foi honrado como um dos Justos entre as Nações, em 1989.

Um Passe Protetor emitido por Giorgio Perlasca

Em uma ampla interpretação da política espanhola de ajudar judeus sefaraditas, Angel Saens-Btiz, Ministro da Espanha em Budapeste. concedeu documentos a centenas de judeus, antes mesmo da chegada de Giorgio Perlasca, em novembro de 1944. Saens-Briz abandonou a cidade no final do mesmo mês, sem nomear um substituto para seu posto, nem deixar instruções claras. Perlasca aproveitou tal oportunidade para salvar judeus.

Emitiu passes protetores espanhóis, como este ao lado, carimbando-os com um timbre encontrado no escritório do Ministro e datando-os cuidadosamente anterior a partida de Saens-Briz.

Giogio Perlasca

Imagem Girogio Perlasca

Se voce tem interesse em aprofundar-se no assunto, sugiro o site http://www.giorgioperlasca.it/preintro.asp, aqui voce podera ler sobre sua vida, obras, projetos, e algumas cenas do filme produzido pela Rai. Os textos estao nas opçoes ingles e italiano

Fonte1

fonte2

Meire

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