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Um funeral e Campodimele

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Ontem morreu a Dona Elide, coitadinha descansou, ja estava com 91 anos de idade. Dona Elide, era mae de Paola mulher de Osvaldo primo de Marcello. Um casal que eu quero muito bem, me acolheram na Italia como uma irma.Tive pouco contato con dona Elide, mas o pouco que tive foi itenso. Quando a conheci ela estava bem. Eu gostava de escutar suas historias e ela por sua vez ficava contente por eu lhe escutar. Nunca queria que eu fosse embora, e me fazia prometer que voltaria logo.Hoje fui ao seu funeral, diferente do eu costumava ver no Brasil. Depois da missa, todos saem da igreja, e seguem a pe. Na frente o carro com as flores, em seguida o padre, depois o carro funebre e a seguir os amigos e familiares. Este cortejo vai ateh conde termina os limites da igreja. Ali para, o padre faz a ultima bençao, e entao o cortejo segue cada um em seus carros.Quis registrar e contar aqui, algo sobre os costumes, que apesar de toda a tristeza do cenario eu achei bonito. Voces viram que falei que Dona Elide tinha 91 anos. Viveu muito. E falando em viver muito, domingo estive em Um pequeno vilarejo encastrado em uma colina a 700 metros do nivel do mar, entre Roma e Napoles.

Eh um lugar como tantos outros, com uma caracteristica, a longevidade.
Dos seus 850 habitantes, 120 tem acima de 80 anos, 48 acima de 90 e alguns acima de 60.
Vive-se muito em Campodimele, talvez pela agua que vem de uma nascente natural, ou pelo ar puro e particularmente limpo, ou pela dieta mediterranea.
Enfim foi um passeio delicioso, estavamos com Mena minha cunhada, estacionamos o carro na pequena praça e seguimos a pé, por todas aquelas vielas, em meio a velhinhos e gatinhos que circulavam livremente.
O cheiro do passado, o cheiro do presente, o cheiro do verde, o cheiro das montanhas. Casas aquecidas com antigos aquecedores a lenha, a fumaça em todas as chaminés.
Era cedo e frio, pouco a pouco com o aquecer do sol, começava-se a ver mais pessoas circulando, perto das onze horas, os sinos da igreja di S.Michele Arcangelo começam a repicar, as pessoas começam a passar por nos em pequenos grupos, todos bem agasalhados, fumaça saindo pela boca, talvez por baixo daqueles imensos casacos estava a roupa de domingo. Todos se conhecem, se cumprimentam. Poucas crianças, muito poucas, vi apenas um jovem que devia ter no maximo 18 anos.
Os jovens vao embora muito cedo, querem outro tipo de vida, querem estudar, trabalhar, casar…
E o vilarejo continua ali, acolhendo seus velhinhos, seus gatinhos, sua historia.
Se um dia voce passar por estas partes, vale a pena conhecer este lugar.
Meire
Fiz muitas fotos, estao todas AQUI.

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