
Hoje, 18 de outubro.
DIA DO MEDICO
Meu post de hoje, � dedicado a todos os medicos, que nos acolhe na hora de nosso sofrimento e na hora do sofrimento de nossos caros.
Meire
LUCAS, M�DICO, EVANGELISTA
� pr�xis m�dica � imprescind�vel, hoje mais do que nunca ,a an�lise e o reconhecimento da religiosidade e ou sistemas espirituais no contexto doen�a-cura. E Lucas � emblem�tico quando fala em desafio, censura ou exorta��o. N�o se refere a doen�as f�sicas, mas ao mecanismo de materialismo que ignora a alma e a f� robotizando o ato m�dico.
Plat�o , no Livro IV das Leis, diz: ?…h� duas classes de pacientes…, os escravos e os homens livres (…) E os m�dicos-escravos correm de um lado para outro e curam os escravos, quando n�o os atendem nos ambulat�rios.Esses cl�nicos nunca falam com os clientes pessoalmente nem permitem que eles exponham suas pr�prias queixas. O m�dico-escravo receita o que a mera experi�ncia indica, como se tivesse conhecimento exato e, depois que d� suas ordens, como um tirano, sai correndo com a mesma petul�ncia para ver outro servo doente (…) o outro m�dico, que � um homem livre, atende e trata homens livres;faz uma anamnese recuada e entra a fundo na natureza da desordem, trava conversa com o paciente e com seus amigos e, ao mesmo tempo em que obt�m informa��es dele , vai-lhe dando instru��es na medida do poss�vel. Mas n�o lhe receitar� nada at� que o tenha convencido?.
Bernie Siegel sugere que, como forma de aprendizado,na sua forma��o, os m�dicos deveriam trabalhar com pessoas com doen�as incur�veis ?Ser-lhes-ia proibido prescrever medicamentos ou fazer interven��es cir�rgicas. Afagaria os pacientes , rezaria com eles, participando no n�vel emocional de suas dores?.
A dor, o sofrimento , as doen�as, fossem para prevenir, fossem para curar, sempre foi o problema de Medicina.A piedade , no gesto m�dico, � sin�nimo da pr�pria hist�ria m�dica. O prest�gio que sempre lhe foi dado, desde a �poca mais antiga, quando era atribu�do significado c�smico �s doen�as , at� hoje, uma �poca de descobertas cient�ficas, desde o s�culo XIX.
A divindade m�dico-grega de Ascl�pio da �poca pr�-hel�nica, � confundida com Inhotep (para os antigos eg�pcios) e com Escul�pio (dos romanos).Ascl�pio � considerado fundador da Medicina.Foi glorificado como m�dico, gra�as a sua not�vel habilidade cir�rgica e facilidade no uso das drogas.Associado a Hygi�ia e Panak�ia, suas filhas , tamb�m consideradas deusas, foi considerado o deus da cura.O termo thaerapia significava ?servir a Deus?, conciliando o homem com a Natureza, atrav�s de poderes sobrenaturais e da interpreta��o de sonhos.
A medicina hipocr�tica, separou a Medicina dos deuses e entregou-a aos homens. Hip�crates, por volta de 400 anos a.C, conciliou os conhecimentos preventivos e curativos de doen�a com poderes espirituais, utilizando as ra�zes asclepianas e a heran�a xamantica,dando-lhe uma abordagem hol�stica,associando-a a influ�ncias ambientais, padr�es psicol�gicos, rela��es sociais e mecanismos biol�gicos.Buscando a ci�ncia, Hip�crates foi precursor da medicina ocidental dando-lhe uma vis�o integral, com aspectos �ticos resistentes ao tempo.
Portanto,os xam�s, feiticeiros e sacerdotes tamb�m fazem parte da hist�ria da Medicina.
Lucas,m�dico grego e tamb�m cidad�o(ou escravo?) romano,no ano 43 dC, acrescentou um cap�tulo � parte na hist�ria da Medicina, quando descreveu a vida de Jesus.Incluiu uma Medicina de amor, de compaix�o , de solidariedade e cumplicidade.Aliou os conhecimentos adquiridos na Escola de Medicina de P�dua aos ensinamentos de Keptah, m�dico e humanista eg�pcio, � cren�a de que o preparo espiritual dos enfermos e o carinho dos m�dicos s�o de valia no tratamento institu�do.
Lucas estimulou a confian�a no m�dico e na f� do paciente como fatores inerentes aos resultados obtidos.Considerou o poder dos deuses uma mera sugest�o, reconhecendo que na mente do enfermo havia uma energia capaz de aliviar os males, quando bem conduzida.Muitas curas foram-lhe atribu�das como milagrosas.Foi eficaz no tratamento com ervas e rem�dios naturais.Colocando a m�o sobre a cabe�a do paciente, fazia corrente mental , na tentativa de, com o aux�lio de Deus, transferir os quereres na cessa��o de sofrimentos.Descreveu no Terceiro Evangelho nos Atos dos Ap�stolos o poder do Esp�rito Santo suficiente para produzir curas, pois muitos homens teriam a faculdade de transmitir fluidos superiores por delega��o de Deus.Lucas questionava por que ?os m�dicos n�o usava alquimia em �ltimo recurso?? Exigia , no lugar de pagamento, que os pacientes escutassem dele a hist�ria de Jesus e se redimissem dos pecados cometidos.
O dia dedicado a S�o Lucas � 18 de outubro,n�o se sabe se o nascimento ou sua morte, por decapita��o. Recebeu o t�tulo de Patrono dos M�dicos, inicialmente dos m�dicos cat�licos, pela religiosidade de sua Medicina.
Lucas foi tamb�m pintor, e h� um sem n�mero de hist�rias , invoca��es e lendas.As ora��es lhe pedem mais tratamento do esp�rito que de corpo.M�dico da alma, m�dico amado, desde 1427, na Fran�a sua festa j� era celebrada em 18 de outubro.Na It�lia, na Universidade de P�dua, em 1463, foi proclamado patrono do Col�gio dos Fil�sofos e dos M�dicos, o ano letivo come�ava nessa data.
No Brasil esta data � Dia do M�dico.
Al�m de evangelista e m�dico, historiador, Lucas foi deont�logo quando narrou sobre a mulher que se esva�a em sangue,e deu uma aula de �tica m�dica, quando n�o arg�iu incapacidade aos m�dicos que n�o a puderam curar.
Lucas foi companheiro de Paulo, provavelmente o �nico autor gentio no Novo Testamento. Nada sabemos de sua vida, nem de sua convers�o, a n�o ser que ele n�o fora testemunha ocular da vida de Jesus Cristo.Embora m�dico por profiss�o, foi primariamente um evangelista, escrevendo na B�blia dois livros: o Evangelho de Lucas e o livro de Atos .Acompanhou Paulo na obra mission�ria e esteve com ele na �poca de seu mart�rio.N�o se tem fatos definidos sobre a parte final de sua vida.
Lucas afirma que seu trabalho foi estimulado pelas obras de outros.Consultou testemunhas oculares, selecionou e disp�s as informa��es. O Evangelho de Lucas � um documento hist�rico bem documentado.
Lucas demonstra interesse incomum nos indiv�duos, uma �nfase especial nas ora��es e d� um lugar de destaque �s mulheres.O Evangelho deve ter sido escrito por volta dos anos 60, possivelmente em Cesar�ia, durante os dois anos que Paulo esteve preso ali.O Evangelho de Lucas mostra a humanidade de Cristo.
por Arlinda Lamego
fonte
Comments Off