Can�oes do Exilio
Tuesday, September 13th, 2005
Ontem publiquei a Can�ao do Exilio de Gon�alves Dias, e aproveitando da pergunta da Priscila, onde ela queria saber se era uma poesia portuguesa, por eu ter citado a cidade de Coimbra no final da mesma.
Foi em Coimbra, em seu ex�lio volunt�rio e estudantil que Gon�alves Dias escreveu a sua Can�ao do Exilio…Mas muitos outros poetas escreveram as suas…E disso eu ja falei aqui no P&P, no ano passado, para quem nao leu, clique aqui.
O ex�lio nos acompanha. A n�s, homens e mulheres da humanidade, expulsos que fomos do para�so, pela temeridade ancestral de nossos pais m�ticos - Adao e Eva - que se entregaram a sedu�ao do conhecimento sem limites e geraram, para sempre em nossa cultura, este sentimento inalien�vel de perda metaf�sica.
Juan Carlos Onetti disse:
“Devo terminar referindo-me ao ex�lio definitivo a que estamos condenados pelo simples fato de vir ao mundo. Daqui seremos exilados, nao sabemos para onde nem quando.”
Com isso, P&P, presta uma homenagem aos que para o Brasil vieram e aos que daqui se foram, vivendo, uns e outros, no esfor�o de construir a vida melhor, a identidade material e culturalmente cindida de ser um e procurar ser outro. Mas como diz Clarice Lispector, “o outro do outro sou eu”. Ex�lio!
Meire



















