Posted on 2005 under Geral |
31
Jul
Retratos e Borboleta
Havia uma borboleta muito colorida, que certa vez borboleteando, voa diante de imagens fotogr�ficas. Surpresa, fez-se curiosa. Atra�da, pousou. S� entao percebeu linhas e formas um tanto indecifr�veis. Incomodada voou, venceu o medo e, decidida, penetrou no espa�o preto e branco. �Dentro da fotografia� passa a explorar o universo que compoem o filme: um conjunto de fotografias contendo a hi
st�ria fotogr�fica de Bras�lia.
O processo de realiza�?o � um reconhecimento cr�tico de Bras�lia, valendo-se de uma investiga�ao sobre suas formas de registros fotogr�ficos.
Curta metragem em 35 mm, utiliza t�cnica de anima�ao e interfer?ncias gr�ficas com e sobre fotografias. � uma recria�ao apoiada nos fundamentos do olhar fotogr�fico, instantaneo e seletivo, reunindo-os e acrescentando-lhes a dimensao do cinematogr�fico.
Louva�ao ? fantasia, transgressao da fronteira sonho/realidade, “Retratos e Borboleta� se fundamenta no conceito de realidade impl�cito do universo da fotografia PB em contraposi�ao frontal ao l�rico: uma borboleta colorida em livre v�o pelo caminho l�dico do cinema de anima�ao.
Apesar do componente fantasia que esse projeto embute, ele pretende-se como um document�rio. Com uma linguagem po�tica quer trazer conte�dos hist�ricos ao conhecimento de um p�blico que dificilmente seria alcan�ado atrav�s de outras formas de abordagem, como a crian�a por exemplo. Propoem-se um novo tratamento ao tema “Bras�lia”: Um elogio ao sonho, uma homenagem aos criadores construtores, que rompendo a fronteira do imagin�rio e do real converteram em meta e realidade aquilo que para tantos n?o passava de desvairada utopia.
�Retratos e Borboleta� objetiva o resgate de nossa mem�ria audiovisual recente, enfatizando sua importancia e dando-lhe roupagem nova, como forma de difundi-las a outros p�blicos.
assista o filme completo em Real Player clique
AQUI
Meire
Posted on 2005 under Geral |
30
Jul
Aviso as borboletas
Rompi minha crisalida.
Agora sou uma borboleta feliz e ansiosa que fia a sua historia. Sei que a minha existencia e’ breve e preciso projetar para o mundo o tempo em que hibernei.
No meu ciclo de larva eu ja’ recolhia tudo - a metamorfose das cores, o veneno necessario a experiencia do mel. Involuntariamente eu me construia para o centro, sugava com as patas a seiva das plantas, me preparava para o dia de voar. Mal podia supor que as minhas asas seriam essa tatuagem de todas as formas, sobreposicao de escamas cintilantes igual a um telhado suspenso no ar.
Asas, minha enseada e minha perdicao.
Acho mesmo que as antenas agucadissimas e os olhos sensiveis ao som vieram dessa minha vontade de ir sempre alem.
E’ arriscado voar e e’ por isso que eu voo. Sou atraida por novas montanhas e desconhecidas planicies - nao posso esperar porque o tempo que me pertence e’ uma unica estacao. Voo para estar na aventura do voo e voo tambem pelas borboletas domes ticadas que perderam a ousadia de voar. Sao asas que se tornaram apenas ombros, e “os ombros suportam o mundo”, como o Poeta escreveu.
Voo, voo sim. Ja’ tenho ate’ na asa esquerda algumas violencias de possaros que nao sao nenhuma ilusao de otica. E’ ferida mesmo, marcas do bico de predador que me avistou nas asas da descoberta e quis me prender. Me feriu, mas em troca recebeu o gosto do meu veneno. Nao nasci para perpetuar apenas a docura do nectar, a seiva que trago no corpo e’ tambem minha senha e minha arma.
Simples, a minha natureza e’ feita de circulos, de quebra de planos, de espirais. Nao tenho nada a ver com o voo em linha reta, sou responsavel por mim e pela aventura de outras borboletas, minha vida e’ transgredir. Afinal de contas voar e’ com os passaros, e inverter o rumo das coisas, migrar sem descanso no horizonte da procura, e’ com as borboletas.
Por isso a minha historia, aconteca o que acontecer, so’ deve valer para quem sabe que toda verdade e’ sempre um pedaco de uma outra coisa e que o voo mais urgente e’ revolucionar os jardins.
Jorge Miguel Marinho
Entao amigos, este era o misterio, o segredo..
rompi minha crisalida…
e quero ser como a borboleta citada por
Jorge Miguel Marinho
“feliz e ansiosa que fia a sua historia. Sei que a minha existencia e’ breve e preciso projetar para o mundo o tempo em que hibernei.”
A casa eh nova, ainda se sente o cheiro da tinta, mas abra as janelas, passeie por ela, depois puxe uma cadeira e tome um cafezinho comigo.
Quem eh meu arquiteto?
Se chama Grace Olsson, uma artista nao eh mesmo? E olha que eu nao a conhecia, ela leu meu pedido de socorro e se ofereceu.
Alugou esta casa pra mim, pintou, colocou os moveis, os quadros, o relogio, o som…
E como todo bom arquiteto e decorador, ela disse que ainda nao terminou, mas que eu poderia me mudar e chamar meus amigos… e foi o que fiz..
Meire